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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

DOM WILLIAMSON E SEUS OLHARES PARA ROMA MODERNISTA.



“Medicamos Babilônia e não há sanado. Abandonemo-la!” Jeremias 51,9




Prezados amigos,
Salve Maria!

Os escândalos do líder da “Resistência” não cessam. Talvez “o cansaço de resistir” tenha falado mais alto.  Do que falo, senão do Comentário Eleison nº. 495 publicado por Dom Richard Williamson no dia sete de janeiro deste ano. Não é a primeira vez que Dom Williamson escreve/diz coisas semelhantes. Certa vez ele teria dito que pegaria o próximo avião para Roma, caso o Papa Francisco lhe autorizasse a fundar uma Sociedade. Bom, para defendê-lo, foi dito que Dom Williamson acreditava não teria autoridade para fundar Congregações e organismos do tipo, e que precisaria de uma autorização do Papa Francisco. Acontece que posteriormente foi fundada uma Congregação que intitularam “Sociedade Sacerdotal dos Apóstolos de Jesus e Maria”, por Dom Faure, bispo da “Resistência”. Inclusive, mandaram cantar o “Te Deum” por essa fundação. Para, então, justificar a ereção desta nova Congregação, lançou-se mão desse texto.

Bom, se Dom Williamson e os bispos da “Resistência” agora dizem ter “autoridade” para erigir Congregações e etc. fica a pergunta: Porque pegar o próximo avião para Roma, se não é necessária a aprovação desta?

A resposta foi dada no Comentário Eleison objeto da análise deste texto. O que ele diz? “[...] por mais profunda que seja a corrupção conciliar em Roma, os católicos ainda devem olhar para Roma.” e “[...] Os Tradicionalistas podem dizer que os quatro Cardeais e o Sr. Jalsevac são vítimas do Vaticano II...” (não contém grifos no texto original).

Faremos uma contraposição com textos de bispos verdadeiramente tradicionais e veremos o quanto o pensamento de Dom Williamson distancia do pensamento de Dom Antônio e Dom Lefebvre. Passaremos a análise de textos de Dom Antônio de Castro Mayer e Dom Marcel Lefebvre:

Dom Antônio, diz: “O Segundo Concílio do Vaticano constitui-se uma anti-Igreja... Por isso, dizemos que o Vaticano II firmou-se como a anti-Igreja. Consequência: quem adere ao Vaticano II, sem restrição, só por esse fato, desliga-se da verdadeira Igreja de Cristo. Ninguém pode, ao mesmo tempo, ser católico e subscrever tudo quanto estabeleceu no Concílio Vaticano II. Diríamos que a melhor maneira de abandonar a Igreja de Cristo, Católica Apostólica Romana é aceitar, sem reservas o que ensinou e propôs o Concílio Vaticano II. Ele é a anti-Igreja”. Este texto foi publicado no Heri et Hodie, nº. 33, setembro de 1986 e na Revista Permanência, nº. 218-219, janeiro-fevereiro de 1987. Trecho retirado do livro: “O Pensamento de Dom Antônio de Castro Mayer”, páginas 17 e 18, Editora Permanência, 2010, Rio de Janeiro.

Dom Antônio diz ainda: “E uma observação radical, sobre o que se passa em meios católicos, leva à persuasão de que, realmente, após o Concílio, existe uma nova Igreja essencialmente distinta daquela conhecida, antes do grande Sínodo, como única Igreja de Cristo... Estamos, pois diante de uma nova religião, a religião do homem”. Este texto foi publicado no Boletim Diocesano, abril de 1972. Trecho retirado do livro: “O Pensamento de Dom Antônio de Castro Mayer”, páginas 21 e 22, Editora Permanência, 2010, Rio de Janeiro.

E, por fim, “... estamos com uma igreja nova, portanto, com uma fé nova... Trata-se de uma igreja evolutiva, modificando-se sempre para adaptar ao fluxo da História, que não retorna. Já ninguém mais duvida de que essa igreja não é a Igreja Católica da Tradição que remonta dos tempos dos apóstolos. Trata-se, pois, agora de persuadir o povo de que essa é a Igreja Verdadeira, a Igreja de Jesus Cristo”. Este texto foi publicado no Monitor Capista, 04/09/1983. Trecho retirado do livro: “O Pensamento de Dom Antônio de Castro Mayer”, página 47, Editora Permanência, 2010, Rio de Janeiro.

Bom, se a igreja conciliar é a Igreja Verdadeira, há motivos de sobra para “olhar para Roma”. Entretanto, se essa igreja, denominada por eles mesmos como igreja conciliar, igreja nova, não é a Igreja Católica Apostólica Romana, “olhar para Roma” é um ato que conduz a apostasia. Dom Antônio acertou em cheio quando disse: “trata-se, pois, agora de persuadir o povo de que essa é a Igreja Verdadeira”. Querem nos fazer crer que essa igreja moderna é Católica.

Dom Lefebvre, no livro “Carta abertaaos católicos perplexos” na página 128, diz textualmente: “Eu não sou desta religião. Não aceito esta nova religião. É uma religião liberal, modernista, que tem seu culto, seus sacerdotes, sua fé, seus catecismos, sua Bíblia ecumênica traduzida por católicos, judeus, protestantes, anglicanos, agradando a gregos e troianos, dando satisfação a todo o mundo, sacrificando muito frequentemente a interpretação do Magistério”. O que fazer “olhando” para religião a qual Dom Lefebvre não pertencia?

A Sagrada Escritura nos conta que “viu, pois, a mulher que o fruto era bom para comer, formoso aos olhos e desejável para alcançar a sabedoria e tirou do fruto dela e comeu...” (Gen. III,6). Vejam, meus caros, do olhar, do contemplar, do deleitar naquilo que era proibido saiu o Pecado Original que tanto dano causou e causa a todos os homens. Essa contemplação daquilo que é proibido pode nos fazer perder a alma. Esse diálogo entre a Eva e a Serpente fez soçobrar toda a humanidade quase numa treva sem fim. Se a mulher não tivesse dado ouvidos à Serpente e não tivesse “olhado”, contemplado aquele fruto proibido por Deus, nada do que conhecemos hoje havia sucedido. O Imitação de Cristo pergunta: “Para quer queres ver o que não te é lícito possuir?” (Livro I, cap. 20)

Dom Lefebvre teria dito a Dom Williamson: “Estaria muito feliz de ser excomungado desta Igreja Conciliar... É uma Igreja que eu não reconheço. Eu pertenço a Igreja Católica”. (Minute 30 Julho de 1976). “A Igreja que afirma tais erros é tanto cismática como herética. Esta Igreja Conciliar portanto, não é católica. (Julho 29 de 1976, Reflexões sobre a Suspensão a Divinis) e “É um dever estrito para o padre que quer permanecer católico de se separar desta igreja conciliar, enquanto ela não reencontrar o caminho da Tradição do Magistério e da Fé católica”. (Livro Itinerário espiritual, 1991) Fonte.

A segunda parte a ser analisada é a declaração, no CE, de que “[...] Os Tradicionalistas podem dizer que os quatro Cardeais e o Sr. Jalsevac são vítimas do Vaticano II...”. (grifos meus). Vejamos primeiro que são esses quatro cardeais:

sexta-feira, 13 de maio de 2016

segunda-feira, 21 de março de 2016

Vídeo - Dom Williamson e a Missa Nova.


Prezados amigos,

Salve Maria!

Uma alma caridosa teve a bondade de legendar e traduzir para o português o vídeo onde Dom Williamson se contradiz várias vezes a respeito da assistência da Missa Nova. Não queremos entrar novamente nesta discussão, porque, para os integrantes desta Missão a cereja já foi colocada no bolo, mas, para quem não tinha visto/ouvido, vale a pena contar quantas vezes o aludido bispo se contradiz em menos de 12 minutos. Um recado, apenas: “Dizei somente: Sim, se é sim; não, se é não. Tudo o que passa além disto vem do Maligno.” São Mateus, cap. V, 37.






segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

IMPERDÍVEL: Pe. Cardozo responde a polêmica da inexistência de milagres fora da Igreja e outros assuntos.




Prezados amigos,

Salve Maria!

Tivemos a graça e a felicidade de termos duas Santas Missas em Contagem/MG na Missão Nossa Senhora das Graças, nos dias 26 e 27 de fevereiro deste ano. Na oportunidade, o Padre Ernesto Cardozo, nos sermões e catequeses, tratou do polêmico tema da inexistência de milagres fora da Igreja e toda a questão que envolve este tema. Acontece que o padre não apenas afirmou, senão, PROVOU tudo o que foi alegado por ele, desde o início. Falou sobre os Comentários Eleison do Dom Williamson, do Dom Faure e do Dom Tomás de Aquino, OSB.

Demonstrou, com base na Doutrina da Igreja e nos escritos de Dom Marcel Lefebvre que a posição de todas estas figuras acima narradas encontram-se divorciadas da Doutrina da Igreja e do senso comum.


Os vídeos seguem nesta ordem: Dia 26/02 - Introdução (parte 1 e 2) e Catequese; dia 27/02 – Sermão (partes 1, 2 e 3). Degustem e APRENDAM!

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Francisco sem Deus.




Comentários Eleison – por D. Williamson
CCCXXVII – 19 de outubro de 2.013


Os católicos que guardam algum senso real de sua fé estão sendo escandalizados pelas palavras e ações do homem que está atualmente sentado na cadeira de Pedro. Quase se pode perguntar se ele foi posto lá para destruir o que ainda resta da Igreja Católica. Como um verdadeiro filho do Vaticano II, ele está se desviando de Deus e se voltando para o homem. Aqui, por exemplo, estão as primeiras nove de onze citações chave extraídas (não por mim) de uma entrevista dada por Francisco em 24 de setembro para um editor ateu de um jornal italiano.

As citações de 2 a 5 referem-se à Igreja (eu resumo): 2 A administração da Igreja deve ser mais horizontal e menos vertical. 3 A Cúria Romana está muito  preocupada em servir a si mesma. É preciso se voltar para o povo. 4 O Papa não deve mais ser um rei cercado por cortesãos lisonjeiros. 5 Muitos padres estão mais voltados para si, sendo assim obstáculos ao cristianismo. Ora, citações como essas irão obviamente satisfazer um público moderno e democrático que nunca gostou de que a Igreja oficial lhe dissesse o que fazer. Mas estariam essas citações sendo honestas ou justas com os inúmeros Papas, Cúrias, Administrações e padres que antes de Francisco mantiveram por 1900 anos a estrutura da Igreja pela salvação das almas? Irá Francisco, pelo contrário, deixar alguma estrutura de pé e alguma alma salva atrás dele?

As citações 1 e 6 referem-se ao mundo: 1 Sob a minha guarda, a Igreja ficará fora da política. Para deixar o homem democrático se atirar no inferno? 6 Os dois piores problemas do mundo hoje são os jovens desempregados e a solidão dos idosos. Ora, esses são dois problemas humanos reais de hoje, mas por quê? Não é porque precisamente clérigos como Francisco deixam a política para políticos que priorizam o dinheiro em detrimento dos jovens? E porque clérigos como ele se recusam a cumprir aquelas leis da Igreja que ao manter a família unida ajudam a cuidar dos idosos?

As citações 7 a 9 referem-se à religião: 9 Jesus nos deu apenas um caminho de salvação: o amor ao próximo. Mas o amor ao próximo sem antes o amor de Deus, se torna ódio ao vizinho, como ocorre, por exemplo, no comunismo. 7a Converter pessoas não tem sentido. Faz o maior sentido se, como é o caso, ninguém pode atingir o Paraíso sem acreditar em Deus e em seu Divino Filho: Jesus Cristo! 7b Nós devemos todos nos misturar e mover uns aos outros para o Bem. Mas nós devemos todos nos mover uns aos outros em direção a Deus. O que mais é o Bem? Se Francisco não menciona Deus, quem irá acreditar em Deus?
A citação 8 é a mais grave de todas: 8a “Eu acredito em Deus, não um Deus católico, não há Deus católico”. Isto é gravemente enganoso. Verdade, Deus é o Deus de todos os homens, mas ele instituiu para todos os homens uma religião, e somente uma religião, e essa religião é a católica. Assim o Deus do Catolicismo é o único Deus verdadeiro. 8b“Jesus é sua encarnação, meu guia e meu pastor, mas Deus, o Pai, Abba, é a luz e o Criador”. Também é gravemente enganoso. Esse “mas” não sugere que Jesus não é o Criador? Será que Francisco crê que Jesus seja algo mais do que apenas um homem? 8c “Cada um tem sua própria idéia de bem e mal e deve escolher seguir o bem e lutar contra o que considera o mal”. Isso não só é absolutamente enganoso, mas é a negação de toda moralidade objetiva, a negação dos princípios da moralidade católica. É um convite a todos os homens para que ajam do jeito que quiserem. Vindo do homem que por todas as aparências é um Papa Católico, é pura insanidade.

 O Papa Francisco pode alegar que ele está tentando chegar até o homem moderno, mas chegar até ele sem Deus é como pular num rio perigoso para ajudar um homem que se afoga sem uma corda presa à margem. Irá se afogar junto com ele. Sua Santidade, o senhor não está ajudando, mas se afogando!
 Kyrie Eleison. 

Fonte: SPES

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Pode-se assistir Missas da FSSPX?


Comentários Eleison – por Dom Williamson 
CCCXXIII – (323) – (21 de setembro de 2013):
  

QUEDA HORRÍVEL III

           


                      No último mês de junho, foi prometido aos leitores destes “Comentários” um terceiro artigo sobre a horrível queda da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, visando a considerar o que pode ser feito. Apenas recentemente apareceu no site “Avec l’Imaculée” um artigo com algumas boas respostas a essa questão, começando com a questão de se os católicos podem freqüentar as Missas da FSSPX. Eu resumo e adapto:

            Em 1984, um Indulto de Roma permitiu que a Missa Tridentina fosse celebrada, sob certas condições, dentro da estrutura da Igreja oficial. Perguntado se os católicos poderiam freqüentar essas Missas, o Arcebispo Lefebvre respondeu logo em seguida que eles não deveriam, porque sua reentrada na estrutura da Igreja mainstream sob aquelas condições seria equivalente a aceitar o Vaticano II e suas reformas subseqüentes. Os padres rezando Missa do Indulto não seriam capazes de falar livremente, e ao aceitarem implicitamente a Nova Missa com o Indulto, eles correriam o risco de cair na nova religião conciliar, levando seus fiéis com eles.

               Em 2012, o Bispo Fellay declarou que a Nova Missa foi legitimamente promulgada, o que é o mesmo que dizer que ela é legítima. Ele segue reprimindo as críticas ao Vaticano II e, enquanto continua mantendo padres e fieis no escuro tanto quanto lhe é possível no tocante ao que realmente pretende, ele constantemente promove as idéias de sua Declaração pró-conciliar de abril de 2012. Portanto, assim como o Arcebispo rejeitou a freqüência na Missa do Indulto, agora, como regra geral, freqüentar as Missas da FSSPX deve ser rejeitado, porque mesmo se sua Missa particular continua sendo celebrada de acordo com a Tradição, a FSSPX está sendo remodelada em geral como uma estrutura dentro da qual a nova religião conciliar vem sendo menos e menos desaprovada, e por isso há mais e mais perigo em freqüentar suas Missas. (grifos nossos)

            Entretanto, os padres particulares da FSSPX variam entre os genuinamente tradicionais e os virtualmente conciliares. Obviamente há menos perigo em freqüentar as Missas dos primeiros que as destes últimos, mas se o padre aceita tanto defender e aprovar a nova direção imposta pelo QG da FSSPX, ou se ele persegue e exclui dos sacramentos qualquer um que tome parte na Resistência, estes são dois sinais de que suas Missas devem ser evitadas, especialmente se há a Missa de um padre resistente não muito distante. Mas há circunstâncias que também entram no jogo, como aquelas em que, por exemplo, há o risco de uma criança sendo tirada de uma escola decente da FSSPX, o que pode justificar a freqüência em um local de Missa da Fraternidade. Quando o tronco de uma árvore está podre, ainda pode haver ramos de onde brotam folhas verdes.

             O fato é que o tronco da FSSPX está mortalmente ferido, sem esperança, humanamente falando, de recuperação. Como a Sinagoga entre a morte de Nosso Senhor na Cruz e a destruição de Jerusalém em 70 d.C., ela está levando a morte dentro dela, mas ainda não está morta. Os Apóstolos pregavam ali, e os bons judeus ainda assistiam, mas todos eles foram perseguidos e eventualmente expulsos. Se um católico pode ver hoje que por todo o corpo da FSSPX, de cima a baixo, o vírus mortal de uma mentalidade conciliar disfarçada está se propagando, ele deve agir no sentido de ajudar a resgatar tantas almas quanto lhe for possível antes que elas naufraguem na fé com o barco salva-vidas que está afundando.

            Que eles modelem suas próprias convicções, lendo tudo o que tiver ao seu alcance, a começar pela troca de cartas entre os três bispos e o Bispo Fellay em abril de 2012. Que eles falem aos padres e colegas paroquianos para coordenar, por exemplo, a construção de refúgios para padres que podem não ter outro meio para agir. Há muito a ser feito, mas há poucos, no momento, para fazerem. Que Deus esteja com esses poucos.

Kyrie eleison.